PGR costuma ser associado a indústria ou escritório. Mas quem produz no campo também precisa gerenciar riscos, só que com nome e formato próprios: o PGRTR, Programa de Gerenciamento de Riscos do Trabalho Rural, previsto na NR-31.

São dois documentos. O inventário de riscos mapeia os perigos físicos, químicos, biológicos, de acidente e ergonômicos da atividade. O plano de ação organiza as medidas de controle, com responsável e prazo definidos. A revisão acontece a cada 3 anos, ou antes disso se mudar algo relevante no processo, na tecnologia ou na organização do trabalho.

Para produtor menor existe uma saída gratuita: o Sistema PGRTR, ferramenta eletrônica do Ministério do Trabalho e Emprego para quem tem até 50 trabalhadores, feita justamente para simplificar essa estruturação.

A ferramenta organiza o documento, mas não conhece a fazenda. Quem sabe se há uso de agrotóxico, maquinário pesado, exposição a calor, ruído ou poeira é quem está na operação todo dia. Um PGRTR preenchido de forma genérica fica só no papel.

O momento certo de estruturar o PGRTR, para produtor em Sorriso-MT e região, é antes de uma fiscalização ou de um acidente.

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Fontes consultadas: Ministério do Trabalho e Emprego, NR-31 e Sistema PGRTR (gov.br/trabalho-e-previdencia).